segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Primeiro trecho da ciclovia da Assis Ribeiro

Marcos pela ciclovia Assis Ribeiro.
São Paulo deve ganhar 400 km de ciclovias até o fim de 2015. No último rolê pelas várzeas do Tietê, depois do tradicional café da manhã na Tom & Jerry, voltamos pelo primeiro trecho da ciclovia, que vai do começo da avenida ali pelas bandas da Jacu Pêssego até a Av. Paranaguá. A famosa Av. Dr. Assis Ribeiro, que liga os bairros de São Miguel Paulista e Penha, sempre foi famosa pelas suas crateras e falta de segurança. Quem mora pela região teve que enfrentar cerca de 5 anos daquelas reformas da Sabesp, que a deixaram uma sucata. Talvez você se lembre do episódio do carro que caiu em um desses buracos, em 2011. 
Pelo que ando acompanhando, agora em Setembro começa a construção do segundo trecho que vai até a entrada do Parque Ecológico do Tietê, na região de Engenheiro Goulart. 
Saiba mais sobre o projeto SP 400 km.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

#98 - Novo trecho da ciclovia Várzeas do Tietê... e o barro.

Chegava o rolê #2786 pra Lua, mas não chegava o rolê #98. Ficamos naquelas férias que chega sem aviso prévio, mas voltamos em grande estilo. Foi o rolê do barro, do tombo de Wendel com sua BMX, e de alguns imprevistos, ou zicas, que fazia tempo que não tínhamos. O rolê da vez foi pro trecho novo da ciclovia do Parque Várzeas do Tietê (PVT), que quando pronto será o maior parque linear do mundo. O início da construção da ciclovia coincide com o início desse ciclo-grupo. Clicando no marcador /Ciclovia Várzeas do Tietê/ você pode acompanhar nossos passeios por lá, desde 2011.  Pra saber tudo sobre o projeto Parque Várzeas do Tietê, visite o portal do Departamento de Águas e Energia Elétrica - DAEE.

O trecho novo não tem ligação nenhuma com o trecho já construído até agora. No final da ciclovia, na Barragem da Penha, tem que atravessar o Viaduto Nordestino pra Guarulhos e pegar a primeira rua à esquerda. O acesso é feito pela Rua Vitória Calegari. São cerca de 8km até um pouco antes do Viaduto Santos Dumont. Se você está se perguntando a razão de tanto barro, é porque resolvemos nos aventurar pela sequência do trecho que ainda não foi construído. Atravessando novamente pra São Paulo, pela ponte Santos Dumont, pegamos a ciclovia (trecho antigo) até o Jardim Helena e fomos tomar um café da manhã na padaria Tom & Jerry. Voltamos, nem todos, pela Assis Ribeiro, pra conhecer a nova ciclovia, parte do projeto dos 400km de ciclovia que a prefeitura está construindo. Mas isso com certeza merece uma outra postagem.

Bikers: Mike, Evandro, Luciano, Wendel, Marcos e Sandre.

terça-feira, 15 de julho de 2014

#97 - Old Tatuapé [Explore ZL]

No início do século passado, fizemos um rolê suave por uma região que hoje é chamada de Tatuapé. Desculpe pelo atraso, mas aqui estou com o relato desse saudoso passeio. Pra quem não sabe, Tatuapé é um distrito de São Paulo, administrado pela subprefeitura da Mooca. O bairro propriamente dito é delimitado pelo quadrilátero Rua Tuiutí, Av. Salim Farah Maluf, Av. Celso Garcia e Marginal Tietê, nosso destino do rolê #97. Partindo do Parque Tiquatira, optamos chegar até lá pela Estrada Velha da Penha, Largo São José do Maranhão e Parque São Jorge. Essa região toda é conhecida como Baixo Tatuapé, em função do relevo que é mais baixo do que na parte conhecida como Altos do Tatuapé. Ida e volta, esse é um rolê bem suave de cerca de 15km. O caminho todo é compartilhado com automóveis, mas é relativamente sossegado aos domingos de manhã. Se for fazer o mesmo trajeto em dia de semana, já é bem diferente. o volume de veículos circulando pela região é bem maior. 

Não deixe de visitar pelo caminho:

- Igreja São José do Maranhão.
- O clube do Corinthians, no Parque São Jorge.
- A Casa do Tatuapé. (clique aqui)

No caminho também é possível uma parada do Parque do Piqueri, mas não é permitido entrar de bike.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

slow riders #11

Rolê #97 - Old Tatuapé - com Wendel, Evelin, Sandre, Mike, Guilherme, Marcos e Lucas.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

#96 - São Mateus [Explore ZL].

Milhares de anos antes da chegada da família Bei, viveram ali os dinossauros. Se não acredita, pare de ler agora. Do alto do Morro do Cruzeiro era possível ver praticamente toda a extensão do vale do Rio Aricanduva. Enormes pássaros sobrevoavam a região e lá embaixo no vale, os dinossauros matavam a sede nas águas do Rio Aricanduva e do Rio das Pedras. Como todos sabemos, um evento catastrófico ocasionou a extinção em massa de todos esses seres. Há quem diz que os meteoros caíram bem ali onde hoje fica o bairro de São Mateus. Assim explicam as milhares de subidas e descidas que podemos ver na região. 

Com cerca de 200 mil habitantes (2010), São Mateus é um distrito que fica na Leste I da cidade de São Paulo. Conta-se que antes a região era uma grande fazenda, a Fazenda Rio das Pedras, e que mais tarde, com a aquisição das terras pela família do patriarca Matteo Bei, começou a ser chamada Fazenda São Mateus. No final de década de 40, início da história do bairro, você levaria 3 horas pra fazer o trajeto São Miguel - São Mateus. Hoje, existem vários acessos à região. Saindo do Metrô Vila Matilde, optamos pelo trajeto das avenidas Waldemar Carlos Pereira - Itaquera - Rio das Pedras. Mas você pode chegar na região pela Jacú-Pêssego, se vem de São Miguel Paulista. Há ainda as opções Conselheiro Carrão - Rio das Pedras e Avenida Sapopemba.

Ciclovia Adutora Rio Claro.
Uma das grandes atrações pra quem quer conhecer de bike a terra dos nossos anfitriões Marcelo, Tenório e José Welington, é a Ciclovia Adutora Rio Claro. Com cerca de 7 km, ela cruza o Parque da Integração Zilda Arns, ligando os bairros de Sapopemba e São Mateus. Do alto dos seus morros é possível observar a construção do famoso Expresso Monotrilho Leste, que terá 17 estações, conectando os bairros de Vila Prudente e Cidade Tiradentes. Pra fechar, não terá conhecido o espírito do bairro se não pedalar pela sua mais famosa avenida - a Avenida Matteo Bei - e não desfrutar de um bom pastel de feira. Caso não encontre a feira, corre à boca miúda que a mãe do Marcelo sempre tem uma torta deliciosa pra oferecer aos amigos ciclistas. 

Mapa do rolê [aqui].
Distância: 30.7 km.
Bikers: Marcelo, Tenório, José Welington, Walter, Silvana, Dalva, Bruna, Fernando, Claudio, Catia, Luis Roberto, Ulisses, Marcio, Roger, Ronaldo, Marcos e Sandre.

Foto: Walter Prado.

terça-feira, 22 de abril de 2014

#95 - porque o ribeirão secou.

"Do alto da ladeira da Penha você conseguia ver um grande vale olhando pro Norte. Lá embaixo o Rio Tietê passava serpenteando o vale e bem ali no pé da ladeira o Rio Aricanduva e o Ribeirão Tatuapé formavam um grande brejo. Parecia até mar na época das cheias." Isso é o que contava Zé Paguá. Verdade não sabemos se é, mas que ele contava isso todas as vezes que passávamos ali, contava. Zé Paguá não foi no rolê #95. Mas estava comigo de espírito. Zé Paguá, assim como muitos outros, ainda lembra de como era a "Estrada Velha da Penha", hoje ainda com o mesmo nome, bem conhecida dos moradores da região do Largo São José do Maranhão, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Onde hoje fica a paróquia, antes era parada obrigatória para aqueles que se dirigiam à Freguesia de Nossa Senhora da Penha de França. Hoje é impossível sacar que a região era uma imensa área pantanosa, cravada nas várzeas do Tietê, encontro de muitos outros riachos e ribeirões. Mais adiante, seguindo pela Rua do Tatuapé, cruzamos o Parque São Jorge até chegar na Rua Tuiutí. A região é conhecida por Tatuapé antigo, ou ainda Baixo Tatuapé. Em outros tempos foi uma região bem industrializada e isso é notável pelo número de galpões. Pra quem conhece somente o Alto do Tatuapé nas proximidades da Praça Silvio Romero, é bem legal um passeio pra sacar as diferenças. 

Seguimos, Zé Paguá e eu, pela Avenida Celso Garcia até o Parque Estadual do Belém. Aos domingos a avenida é bem diferente do turbulento corredor de ônibus no sentido bairro-centro. Praticamente uma ciclovia. Já havíamos feito um rolê pro parque e essa foi a segunda vez que pedalei por aquelas bandas. Ali do lado dá pra ver o que restou da favela Nelson Cruz, que foi destruída pra construção do parque. 

Dali para o destino do passeio é um pulo. A Vila Maria Zélia foi a primeira vila operária do Brasil. Foi tombada em 1992 e ainda preserva muito da arquitetura daqueles tempos. Melhor ir sozinho ou num grupo pequeno, principalmente se for de bike. 

Distância: 10km (partindo do parque Tiquatira).
Bikers do rolê: Zé Paguá e Sandre. 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

#94 - A flor do altiplano andino na ZL.

flyer tosco.
Antes, um breve prólogo geográfico-administrativo. Como já comentei aqui antes, a divisão territorial e administrativa da cidade de São Paulo é feita oficialmente de duas formas: uma geográfica e outra administrativa. Centenas de bairros formam distritos. Distritos são agrupados e administrados por Subprefeituras. Não é assim tão simples como parece. Outras subdivisões não oficiais são adotadas por empresas privadas, ONGs e outros órgãos. Entre essas dezenas de distritos, há o distrito do Pari, um dos menores da capital. Localizado na região central, fica a nordeste do chamado Centro Histórico da Capital. Apesar da sua posição geográfica voltada mais ao norte, pertence à região administrativa Sudeste, visto que o bairro integra a Subprefeitura da Mooca. Portanto o Pari fica na Zona Leste.

Cravado entre os rios Tamanduateí e Tietê, tem uma história interessante em torno de seu nome: pari era uma cerca de taquara ou cipó feita pra pescar peixes. No início do século XX recebeu uma grande quantidade de imigrantes italianos, espanhóis, portugueses e gregos. Na década de 40, sírios e libaneses. Já nos anos 80, coreanos. E finalmente nos anos 90, começa a receber um grande número de imigrantes bolivianos que costumam se reunir aos domingos na Praça Kantuta. 

bike do Tonimar.
Kantuta, também possível a grafia Cantuta, é uma planta com flor típica do altiplano andino. É a flor nacional do Peru. Essa foi a segunda vez que o grupo fez um passeio para esse pedaço da Zona Leste. Segundo o site brasilbolivia.com, em dias de festa a praça chega a receber 3 mil pessoas. Partindo do bairro da Penha - que agora também tem uma feirinha boliviana no Largo do Rosário - o caminho até o bairro do Pari é praticamente todo plano. O rolê pelas ruas do Brás e Pari, aos domingos, vale muito a pena. Não deixe de experimentar uma salteña, empanada típica da Bolívia, e beber uma Paceña, a cerveja mais conhecida de lá. Se for mais forte, pode experimentar uma Chincha. Ficou curioso? Pegue a bike e vá conferir.

Igreja Santo Antonio do Pari.
Bikers: Mike, Tonimar, Ana Paula, Renato, Marcio, Luciano, Pérola, Fabio, Patricia, Eder, Guilherme, Evelin, Wendel, Kelly, Marcos e Sandre.